Objetos de Aprendizagem

13.09.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Referências | Sem comentários »

Objeto de aprendizagem (OA) é uma unidade de instrução/ensino que é reutilizável. De acordo com o Learning Objects Metadata Workgroup, Objetos de Aprendizagem (Learning Objects) podem ser definidos por “qualquer entidade, digital ou não digital, que possa ser utilizada, reutilizada ou referenciada durante o aprendizado suportado por tecnologias“.

Um objeto de aprendizagem pode ser usado em diferentes contextos e em diferentes ambientes virtuais de aprendizagem, para atender a esta característica, cada objeto tem sua parte visual, que interage com o aprendiz separada dos dados sobre o conteúdo e os dados instrucionais do mesmo. A principal características dos objetos de aprendizagem é sua reusabilidade, que é posta em prática através de repositórios, que armazenam os objetos logicamente, permitindo serem localizados a partir da busca por temas, por nível de dificuldade, por autor ou por relação com outros objetos. Nos países de língua inglesa existe um vasto número de repositórios disponíveis, utilizados e reutilizados em contextos diversos.

Para que um objeto de aprendizagem possa ser recuperado e reutilizado, é preciso que esse objeto seja devidamente indexado (preenchimento dos metadados) e armazenado em um repositório. Contudo o preenchimento de metadados ainda é o gargalo no desenvolvimento dos OAs e um fator desestimulante de sua criação. Isto porque a indexação é um processo muito trabalhoso e que demanda muito tempo. Além disso, muitos criadores de OAs e indexadores têm dúvidas sobre com que valores preencher os metadados ou há interpretações diferentes sobre os valores a serem fornecidos. Os resultados são metadados incompletos, com valores ambíguos ou semanticamente inconsistentes, o que acaba por prejudicar a recuperação e, consequentemente, a reutilização dos OAs.

Fonte: Wikipedia

Mais informações:


Primeiros passos com o Axure

04.07.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Protótipos | Sem comentários »

Prototipação é uma etapa crucial no processo de design – seja gráfico, industrial ou de interfaces – onde experimentamos e validamos forma, função, usabilidade e tudo mais que envolva a experiência de uso do produto ou serviço. Perceber e corrigir os erros nesta fase evita que montantes de grana, paciência e tempo sejam gastos nas fases seguindes de desenvolvimento e produção.

O Axure é uma ferramenta para a criação de protótipos navegáveis de interfaces (UI) bem conhecida e usada no mercado. Segue alguns links que poderão ajudar a acelerar o aprendizado do software.

Aprender sobre o Axure

Bibliotecas de componentes


Ekross: ambiente móvel de aprendizagem de idiomas

14.06.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Registros | Tags: | 1 Comentário »

Semana passada foi finaliziada a proposta do projeto (TCC) e assim iniciado o Ekross. Seu objetivo é criar as interfaces e planejar as experiências de uso de uma ambiente social para aprendizagem de idiomas.

Ekross é um acrônimo para Environment for Knowledge Recollection Over Syndication Services, que sintetiza a descrição da ferramenta proposta. Ekross encara a aprendizagem de idiomas sob a perspectiva da aprendizagem livre e informal, isto é, o foco é o aluno, com suas necessidades, estilos de aprendizagem e rotina de estudos.

O ambiente de aprendizagem é baseado na Internet acessada por múltiplas interfaces e não só pelos computadores pessoais. Os dispositivos móveis – em sua maioria celulares – serão os principais meios de interação do aluno com o conteúdo e a rede social. Professores ainda serão munidos com ferramentas que possibilitem acompanhar alunos a distância ou ainda realizar aulas presenciais em locais comuns como restaurantes ou museus, dispensando as simulações em sala de aula e propiciando experiências de aprendizagem mais ricas aos alunos.

Ekross: uma proposta de implementação de um ambiente móvel para aprendizagem de idiomas. (PDF)


Projetos em Mobile Learning

27.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Referências | Sem comentários »

A educação é uma área que lida essencialmente com novas gerações e nas duas últimas décadas, como não poderia deixar de ser, os computadores e outros dispositivos digitais têm se tornando ferramentas cada vez mais constantes nas salas de aulas e outros ambientes educacionais. Um dos mais recentes resultados desse efeito é o Mobile Learning (ou mLearning), que emprega celulares e dispositivos móveis para aprendizado e ensino.

Mais que um arranjo técnológico, o mobile learning é uma mudança de paradigma na educação. As salas de aulas tornan-se independentes de uma localização fixa, a escrivaninha não é mais o limite para o estudo, a curiosidade torna-se o principal combustivel do aprendizado, que acontece mais informalmente, não ficando dependente de livros, cadernos, lousas e principalmente salas de aula.

Como parte da pesquisa para meu projeto, fiz um levantamento de projetos de mobile learning:

Mobile Learning Institute
Nokia e Digital Arts Alliance

Envision 2020 Project
Nokia e Digital Arts Alliance

iTunes U
Apple

Anytime, Anywhere Learning
Microsoft

Google Apps Education Edition
Google

Oracle ThinkQuest
Oracle

EducaRed
Telefonica

Academic Earth


Flanar é aprender pela curiosidade

26.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Conceitos | Tags: | Sem comentários »

Meu conhecimento sobre educação é limitado em quantidade, qualidade e perspectiva. Durante os poucos anos que lido com isso, 99% do tempo estive na cadeira de aluno, tentando estudar, ler, aprender, ficar acordado, terminar os exercícios a tempo, fazer aquele tempo valer a pena e por aí vai. E nestes últimos meses tenho lido sobre aprendizado, o que tem feito o 1% do tempo como intrutor, professor, tutor ou palestrante valer mais a pena e inspirando a expadir essa porcentagem. E expandindo também um pouco da quantidade, qualidade e novas perspectivas sobre educação.

Dentre os modos de aprendizado, um que me interessa é o aprendizado informal (informal learning) que busca traçar métodos e conceitos sobre o aprendizado constante e “natural”, guiado pela curiosidade e exploração. As redes sociais têm contribuido para que esse modo de aprendizado ganhe potência, como Teemu Arina, CEO da Dicole,  demonstra em seu diagrama sobre Informal Learning:

Informal Learning por Teemu Arina

Inge de Ward, pesquisadora em e-learning, escreveu em seu blog sobre como ocorre o aprendizado informal ao conhecer cidades e seus símbolos. Sua proposta começa por conhecer o contexto da cidade – formando um framework para interpretá-la – sendo a arquitetura seu principal guia. Segue por guia-se pela sua jornada através das pessoas e sinalizações locais, deixando os mapas para situações mais emergenciais e assim permitir se perder e achar, tornando a exploração mais excitante.

Essa exploração permite que o conhecimento e experiências pessoais sobre o local sejam construídas pelas percepções e reflexões realizadas no decorrer da jornada, desprendendo as ações de construção de conhecimento de guias turísticos ou city tours guiados. Essa forma de se relacionar com a cidade me foi apresentado sob a perspectiva antropológica da Rita Alves, como um ato de flanar – verbo derivado o termo inglês/francês flâneur – vagar pela cidade com o olhar curioso e sempre atento.


MALL

23.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Conceitos | Tags: | Sem comentários »

Mobile Assisted Language Learning (MALL) configura no uso de dispositivos móveis – celulares, tocadores de músicas, assitentes digitais – no aprendizado de idiomas.

O MALL deriva da fusão de dois conceitos, o Computer Assisted Language Learning (CALL) e o Mobile Learning (ML). O CALL é um conjunto de ferramentas em computadores empregadas para aprendizado em grupo e individual de idiomas. O ML é o emprego dos dispositivos móveis ao aprendizado.

O MALL permite que o aluno não seja dependente de um lugar específico ou horário pré-definido de aulas para realizar o estudo do idioma, o tornando independente para que este seja realizado conforme sua agenda e disponibilidade de tempo. Essa facilidade é por conta das principais atividades serem audição e pronúncia.

A evolução das funcionalidades e recursos disponíveis em celulares permite que outras atividades ganhem adoção, como o uso e produção de imagens e vídeos, integrações com redes sociais e conferências por audio e vídeo.


Trackmate

13.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Plataformas, devices e aplicativos | Sem comentários »

trackmatewithblocks

Trackmate é um sistema que te permite criar uma interface tangível (ou de toque).
O que ele faz é basicamente “enxergar” certos padrões e determinar ações a partir deles.

Tente experimentar, aqui dois tutoriais interessantes: Um com moldura de porta retratos e outro com uma placa de acrílico.


Um auto-feedback

12.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Registros | Tags: | Sem comentários »

Estou com a base teórica quase resesolvida, Gardner, Morin, Prece, Rogers, Sharp, Rheingold, Johnson, Schunk, Lisboa, Pinker, Tapscott, INdT e Nokia estão formando o pavimento uma estrada de pedregulhos que fui desbravar.

O que tinha no final dessa estrada? Um ambiente de aprendizado participativo de linguas, o Ekross. Um serviço online, um aplicativo móvel e outro para tabletop (tipo o MS Surface, saca?) vão tentar trazer novos ares para o ensino e o aprendizado de linguas.

Muito prazer, Ekross :)


O fichamento de referências bibliográficas

25.02.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Metodologia | 2 Comentários »

A partir da leitura de “Como se faz uma tese” do Umberto Eco pude entender o real valor que se há em um arquivo de referências bibliográficas. É basicamete uma coleção de “fichas” contendo informações de livros, artigos e outros materias, com suas respectivas anotações, que possam servir ou já constituam referências à uma tese.

Eco disserta sobre todos os detalhes à serem considerados na formação deste arquivo. Indo desde a primeira pesquisa exploratória em uma biblioteca até o detalhamento de informações de registro para consultas posteriores. Apesar deste modelo ser  perfeitamente aplicável, no atual contexto (temporal) o fichamento em forma digital é mais interessante.

E foi com este interesse que iniciei a busca de ferramentas que possibilitassem a sua realização de forma otimizada à exposta no livro, do contrário, estaria apenas trocando o papel e a caneta pelo computador.  Os requisitos foram: que tornassem menos mecânico o processo de registro; facilitassem o acesso ao material refernciado; pudesse agregar mais informações além daquelas exibidas (meta dados); possibilitasse adaptar a exibição as referências de acordo com o contexto.

O resultado foi: Zotero + Zots + Citeline, todas são extensões ao browser Firefox. O Zotero realiza a captação e é o banco de dados central; o Citeline exibe online a bibliografia e o Zots serve como interface entre ambos os sitemas.

O Zotero é um projeto Open Source criado para facilitar a coleta, o gerenciamento e a citação de referências de pesquisa. Seu grende trunfo é funcionar “dentro” do browser, o que facilita a inclusão de novas referências. Esse processo ainda é otimizado pela identificação de RDF possibilitando que com apenas um clique a referência seja salva com os dados de autores, título, datas, url, ISBN, abstracts e outras informações bibliográficas. O Zotero ainda permite a expotação das coleções em diversos formatos (BibliTex, PDF, HTML, RTF, etc) e diversos padrões de referenciamento. Sua versão beta (1.5) traz recursos novos como a sincronização entre diferentes computadores (facilitando o compartilhamento e colaboração em equipe), sincronização com uma conta no zortero.org (para a “nuvem”) e suporte a identificação de meta dados de mais sites.

O Citeline é um projeto suportado pelo MIT com o objetivo de facilitar a publicação online de bibliografias. A página da bibligrafia dispõe de comandos para filtragens e organizações rápidas.

O Zots é também um projeto suportado pelo MIT criado especialmente ao Zotero para realizar a exportação da bibliografia diretamente ao Citeline.

Os três projetos estão em constante desenvolvimento e evolução. Recursos ainda estão sendo implementados e contam com a comunidade para crescer. A minha contribuição junto à Stella Dauer está sendo a adaptação do padrão ABNT ao suporte do Zotero.

Este conjunto dará conta somente do que diz respeito às referências bibliográficas. Fichamentos de leituras, idéias, citações e referências de mercado serão incluidos no wiki Gesture Platform.


Formando a metodologia: ferramentas

19.02.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Metodologia | Sem comentários »

Alguns inputs recentes também ajudaram a criar um direcionamento mais claro ao projeto. O metadesign ajuda a conceituar o propósito de uma plataforma (ou framework) de interações por gestos. Pesquisas de outras universidades sobre o mesmo campo deste projeto permitirá que ocorra uma evolução e amadurecimento acelerada da parte conceitual.

Considerando as primeiras leituras de alguns dos livros indicados somados aos fatores acima comecei a repensar a estrutura que havia planejado para a acoleta de referência e registros. O propósito é coletar o máximo de referências, mantendo somente o essencial efetivamente fichado/documentado.

Nesta fase de pesquisa e planejamento, o conteúdo será publicado de dois modos:

  • Blog – MotionLab. Conterá: relatórios periódicos de status do projeto; registros de experimentações, protótipos, observações, visitas/participações em exposições e eventos; e anotações. Um blog traz intrisicamente o caráter de registros temporalmente lineares. Este caráter permitirá que periódicamente seja mensurada a evolução do projeto, verificando quais, quantos e quanto foram que elementos essenciais à formação do projeto foram encorporadas à ele. Como conceitos foram evoluindo e como outros tomaram caminhos errados.
  • Wiki – GesturePlatform: Conterá: fichamentos de livros, artigos e etrevistas; registros de empresas, projetos, produtos, conceitos e experimento no campo de interações gestuais; registros sobre kinesiology (ainda não achei o termo correto para tradução). O conteúdo de wikis crescem de forma orgânica devido ao seu propósito de produção coletiva. O registro temporal fica por conta de quando e quais alterações foram realizadas. O propósito é manter uma base de referência sólida e viva ao projeto.
  • Bookmarks – Delicious: Conterá: links sob classificação de tags. A estruturação dos links por tags permite que haja uma organização mais natural das referências. O volume de conteúdo é grande e sua atualização realizada constantemente. Mantê-los numa estrutura taxonômica demandaria constante validação e manutenção do conteúdo.

O uso de três ferramentas permite o trabalho de conteúdos em seus contextos mais apropriados, aproveitando os recursos de cada plataforma.