Flanar é aprender pela curiosidade

26.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Conceitos | Tags: | Sem comentários »

Meu conhecimento sobre educação é limitado em quantidade, qualidade e perspectiva. Durante os poucos anos que lido com isso, 99% do tempo estive na cadeira de aluno, tentando estudar, ler, aprender, ficar acordado, terminar os exercícios a tempo, fazer aquele tempo valer a pena e por aí vai. E nestes últimos meses tenho lido sobre aprendizado, o que tem feito o 1% do tempo como intrutor, professor, tutor ou palestrante valer mais a pena e inspirando a expadir essa porcentagem. E expandindo também um pouco da quantidade, qualidade e novas perspectivas sobre educação.

Dentre os modos de aprendizado, um que me interessa é o aprendizado informal (informal learning) que busca traçar métodos e conceitos sobre o aprendizado constante e “natural”, guiado pela curiosidade e exploração. As redes sociais têm contribuido para que esse modo de aprendizado ganhe potência, como Teemu Arina, CEO da Dicole,  demonstra em seu diagrama sobre Informal Learning:

Informal Learning por Teemu Arina

Inge de Ward, pesquisadora em e-learning, escreveu em seu blog sobre como ocorre o aprendizado informal ao conhecer cidades e seus símbolos. Sua proposta começa por conhecer o contexto da cidade – formando um framework para interpretá-la – sendo a arquitetura seu principal guia. Segue por guia-se pela sua jornada através das pessoas e sinalizações locais, deixando os mapas para situações mais emergenciais e assim permitir se perder e achar, tornando a exploração mais excitante.

Essa exploração permite que o conhecimento e experiências pessoais sobre o local sejam construídas pelas percepções e reflexões realizadas no decorrer da jornada, desprendendo as ações de construção de conhecimento de guias turísticos ou city tours guiados. Essa forma de se relacionar com a cidade me foi apresentado sob a perspectiva antropológica da Rita Alves, como um ato de flanar – verbo derivado o termo inglês/francês flâneur – vagar pela cidade com o olhar curioso e sempre atento.


MALL

23.04.2009 | por Ricardo Sato | Categoria: Conceitos | Tags: | Sem comentários »

Mobile Assisted Language Learning (MALL) configura no uso de dispositivos móveis – celulares, tocadores de músicas, assitentes digitais – no aprendizado de idiomas.

O MALL deriva da fusão de dois conceitos, o Computer Assisted Language Learning (CALL) e o Mobile Learning (ML). O CALL é um conjunto de ferramentas em computadores empregadas para aprendizado em grupo e individual de idiomas. O ML é o emprego dos dispositivos móveis ao aprendizado.

O MALL permite que o aluno não seja dependente de um lugar específico ou horário pré-definido de aulas para realizar o estudo do idioma, o tornando independente para que este seja realizado conforme sua agenda e disponibilidade de tempo. Essa facilidade é por conta das principais atividades serem audição e pronúncia.

A evolução das funcionalidades e recursos disponíveis em celulares permite que outras atividades ganhem adoção, como o uso e produção de imagens e vídeos, integrações com redes sociais e conferências por audio e vídeo.